E enquanto meus irmãos gritavam e brincavam naquela sala loucamente desarrumada eu continuava a imaginar o fazer para ser tão feliz quanto as outras pessoas. Mas raciocinar naquele lugar mais parecido um berçário estava complicado. Resolvi então sair e falar com meus amigos, afinal quem melhor que um amigo pra entender essas coisa? Mais eles estavam todos ocupados, e prometeram que me ouviriam se eu voltasse outra hora.
Fui a uma pequena praça e tomando um sorvete prometi a mim mesma que descobriria um jeito pra ser feliz, quem sabe se fosse a um parque e experimentasse uma montanha russa? Fui. Experimentei. Estava feliz, mais não significava exatamente que eu era feliz, e entre essas alternativas ainda havia certa distância. Resolvi comprar alguma coisa, quem sabe um vestido! Comprei. Ficou perfeito. Mas o que eu usava exteriormente não tinha influência nenhuma com minha sensação de infelicidade.
Na verdade, já estava cansada de procurar a felicidade. Fui para casa. Ao chegar, tudo estava um lixo, era brinquedo pra todo lado e o barulho era ensurdecedor. Fiz uma cara de reprovação para os indivíduos mais irritantes chamados irmãos, e percebi que eles não ligaram, na verdade não davam à mínima. Para eles aquela bagunça era a demonstração da felicidade. E eu sentei e brinquei, e era feliz.






2 comentários:
hahaaha... irmãos pequenos são realmente incríveis seres... para eles não existe pertubação... talvez eles são felizes por não saber o que é infelicidade.
A sua crônica ficou muuuuuito legal !!!
Realmente a felicidade está nas coisas mais simples e no inesperado.
;*
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